O medo da escassez

Sempre que acontece um fato público de relevância que gere uma comoção na população, esta se sente insegura. Isso tem por consequência a corrida aos supermercados, principalmente. O medo pela falta dos produtos gera isso. No ano passado, isso aconteceu durante a greve dos caminhoneiros.

Os supermercados ficam lotados, filas enormes nos postos de combustíveis eram cenas frequentes. Felizmente, superamos isso.

Este ano, vivemos, novamente, momentos terríveis.

Desta vez, o motivo é a pandemia do COVID-19.

O medo da escassez voltou; porém, com uma agravante: o acesso aos supermercados se faz de maneira restritiva, devido ao isolamento social.

Por hora, existe uma flexibilização nesse acesso. Oxalá, em pouco tempo, tenhamos uma maior flexibilização.

Desde o mês de Março que convivemos com tal realidade, só que uma agravante: já se sente a falta de produtos nas prateleiras e o consequente aumento dos preços.

Donos de supermercados já foram conclamados a justificarem esse aumento. Os argumentos para justificarem o aumento nos preços vão desde a alta dos defensivos e insumos agrícolas que são cotados em dólar ao aumento dos preços por parte dos fornecedores.

Dizem que os preços aumentaram e a margem de lucro permanece a mesma, sendo que, em alguns casos, até diminuiu.

A população reclama e com razão. Porém, têm casos em que a reclamação é injusta.

Estamos falando do setor de alimentos, mas outros setores também sentem a falta de produtos e a alta nos preços.

Outros ramos como o de materiais de construção, de móveis e de confecção também estão sendo atingidos.

As atividades não essenciais que foram duramente atingidas pelas medidas restritivas de funcionamento, enfrentam esse novo problema.

Temos fé e cremos que tudo isso, em breve, passará.

Juntos somos fortes!

Edivaldo Marconato
Presidente da Aceoc