1 ano de pandemia: até quando iremos resistir?

Já estamos há mais de um ano convivendo com a epidemia do novo coronavírus, ou COVID-19. Durante este tempo, muitas idas e vindas aconteceram no que se refere a situação do nosso Estado. Foi criado o Plano São Paulo pelo Governo Estadual onde nosso Estado foi dividido em regiões. Medidas restritivas foram impostas e continuam valendo nos dias de hoje. Depois de um ano, vemos a pandemia atingir seu ponto crítico. Falta de leitos, de UTIs, filas em hospitais à espera de vagas. Enquanto aguardam, muitos não aguentam e falecem. Que triste cenário!

O comércio como um todo, foi o que mais sentiu. Pequenos comércios encerraram suas atividades. Quem não encerrou, enfrenta uma série de dificuldades. Excetuando os que mantêm atividades essenciais, todos estão sentindo os dissabores de terem suas atividades suspensas. Empregos são perdidos! Até quando esta pandemia vai durar? Até quando os empresários aguentarão? As medidas impostas até agora foram eficazes? Pelo jeito, não!

Não poderia haver um equilíbrio entre medidas de cunho econômico e as de cunho sanitários? Até poderia, mas não foram propostas. De quem é a culpa? Todos são culpados. Nos três níveis de Governo. Teria que haver um envolvimento dos Governos Federal, Estaduais e Municipais e o Congresso Nacional para, juntos, estancarem esse mal. Infelizmente, não houve, até agora, esse envolvimento.

Só nos resta esperar pela vacinação de, pelo menos, 70% da população, segundo dados científicos, para se atingir a falada “imunidade do rebanho”.

Porém, pelo andar da carruagem, isso vai demorar um bom tempo ainda, pois faltam vacinas.

E aí? Voltamos a perguntar: os empresários, principalmente os pequenos, aguentarão? No ano passado, o Governo Federal ofereceu o auxílio emergencial a grande parte da população, pagou parte do salário dos empregados, os bancos ofereceram empréstimos com taxas de juros baixas.

A partir deste mês, o auxílio emergencial voltará, mas com um valor menor, e somente por 4 meses. As carências dos empréstimos acabarão. Com que dinheiro a maior parte dos empresários fará o pagamento?

Hoje, o Brasil é motivo de preocu-pação no mundo todo, pelo perigo de transmissão do vírus que podemos causar, principalmente, nos Países vizinhos.

A situação realmente é complicada. Porém, temos que encontrar um caminho. Apesar de tudo, não podemos desanimar. Ainda existe luz no fim do túnel.

Temos que pensar que, quando tudo isso passar, retornaremos à vida normal. Só devemos pedir aos nossos governantes que deixem as picuinhas de lado e trabalhem em benefício da população. Isto é o mínimo que podem fazer por nós.

Juntos somos fortes!

Edivaldo Marconato
Presidente da ACEOC